terça-feira, 23 de abril de 2013

NORDESTINA: MUNICÍPIO É CONTEMPLADO COM CISTERNAS ATRAVÉS DE PROGRAMA NACIONAL


O município de Nordestina – BA recebeu na manhã desta terça-feira (23), 30 cisternas e com previsão de recebimento de mais 60 cisternas pela tarde. Estas fazem parte de um total de 1.197 cisternas conseguidas em parceria feita entre o governo municipal, estadual e federal.
 As cisternas, feitas de polietileno, foram adquiridas pelo Ministério da Integração Nacional como parte da ação do programa Água para Todos para atender as famílias da Região Nordeste. O primeiro lote de 60 mil unidades foi comprado em novembro de 2011 por R$ 210 milhões, através de licitação que teve como única concorrente a empresa mexicana Dalka, que no Brasil tem o nome fantasia de Acqualimp. A licitação foi realizada pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), que também coordenou os pregões eletrônicos para contratação das empresas responsáveis em instalar as cisternas em oito estados da região Nordeste e em Minas Gerais.
Somando os valores da compra da cisterna de polietileno e da instalação, cada unidade custou em média R$ 5.090 para os cofres públicos, quase o dobro do preço das cisternas de placa (alvenaria), até então únicas construídas no País por ONGs que recebem apoio financeiro do Governo Federal.
Cerca de 500 mil cisternas de placas, que custam em média R$ 2.500, já foram construídas no Brasil. Alegando que, apesar de mais caras, as cisternas de polietileno são mais duráveis, resistentes e, principalmente, mais rápidas de ser instaladas – tendo em vista a urgência das famílias que enfrentam a seca — o Ministério da Integração Nacional optou em adotar essa nova tecnologia.
Porém, existem relatos de que muitas cisternas doadas neste projeto foram comprometidas devido à qualidade do produto utilizado para sua fabricação. Exemplos puderam ser vistos nas cidades de Petrolina e Uauá que fizeram uso das mesmas. O fabricante por sua vez alega que o produto é resistente a uma temperatura de até 60º, más como dito, boa parte deformou e outras tiveram rachaduras.

E o defeito não demorou a surgir, algumas não chegaram a durar um dia, de acordo com relatos divulgados no Programa Nossa Voz deste ano. Agricultores temendo o aparecimento de chuvas chegaram a desistir e aderir às cisternas de concreto.

Nos resta apenas torcer para que chova muito e que estas cisternas resistam ao calor escaldante do nordeste, além, claro, que sejam distribuídas de forma justa e consciente para todos que, de fato, precisam. 

 

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