
Morreu, por volta das 23h30 de segunda-feira (22), a jovem Bruna Silva Gobbi, 18 anos, vítima de um ataque de tubarão. A tragédia aconteceu na tarde desta segunda (22), na praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Hospital da Restauração (HR), por volta da 1h desta terça (23).
Bruna estava com uma prima quando foi atacada, por volta das 13h20 desta segunda. As jovens estavam na praia de Boa Viagem, na altura do edifício Castelinho. “Estávamos em um grupo de pessoas, eu, ela, nossos primos de Olinda, a mãe dela e a avó. Eu e ela estávamos no raso e percebemos que tinha um buraco, um declive, e não conseguíamos pisar no chão. Nessa hora um dos nossos primos pediu ajuda a um dos salva-vidas. Pouco depois de eu ter sido colocada no jet-ski dos Bombeiros, Bruna foi atacada”, relembrou Daniele Souza Gobbi, em conversa com o G1.
O que a jovem define como declive é, na verdade, uma forte correnteza causada pela chamada corrente de retorno. “É uma corrente muito forte e precisa saber nadar muito bem para escapar. Bruna e a outra pessoa que estava com ela foram arrastadas mais para dentro do mar. São correntes comuns em qualquer praia, não são uma particularidade do Recife”, explica a presidente do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), Rosângela Lessa, que também é professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
O momento do ataque foi registrado pelas câmeras de monitoramento do projeto Segurança na Orla, da Secretaria de Defesa Social (SDS). As imagens mostram a movimentação de Bruna e Daniele no mar, além da chegada dos bombeiros e manchas de sangue na água após o ataque. No vídeo, dois bombeiros aparecem entrando no mar a nado para resgatá-las. Usando uma moto aquática, um terceiro bombeiro resgata as banhistas. Depois, todos saem em direção à faixa de areia. Em nota, a SDS informou que o salvamento e resgate das vítimas durou menos de dois minutos.A prima de Bruna acrescentou que conhecia o histórico de ataques de tubarão na praia recifense. “Sabíamos que havia riscos de ataque, mas eu não achava que seria tão no raso, e sim no fundo”, comentou.
Bruna será sepultada no município de Escada, zona da Mata Sul de Pernambuco, Familiares da vítima aguardam, na frente do Instituto de Medicina Legal (IML), a liberação do cadáver, que está sendo necropsiado. Os parentes que estão no local, um tio e os esposos de tuas tias, ainda não sabem o horário do enterro, que pode ser realizado na tarde desta terça-feira ou na manhã de quarta.
O município de Escada foi escolhido por ser a terra natal da avó materna de Bruna. A mãe, em estado de choque, permanece na casa de familiares. O pai, está em São Paulo, onde a família mora.
Esta manhã, enquanto organizavam a cerimônia fúnebre em uma funerária no bairro de Santo Amaro, os familiares adiantaram que vão entrar na justiça contra o Estado. No entanto, eles ainda não sabem precisar o tipo de ação e quando a medida será tomada.
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